sábado, 8 de dezembro de 2007

Ávaro de Campos


TRAÇOS DA SUA POÉTICA:
- poeta modernista;
- poeta sensacionista;
-
cultor das sensações sem limite;
-
poeta do verso torrencial e livre.

1ª FASE DE ÁLVARO DE CAMPOS – DECADENTISMO:
-
abulia, tédio de viver;
-
procura de sensações novas;
-
busca de evasão.

2ª FASE DE ÁLVARO DE CAMPOS:
·
Futurismo
-
elogio da civilização industrial e da técnica;
-
ruptura com o subjectivismo da lírica tradicional;
-
atitude escandalosa: transgressão da moral estabelecida.

·
Sensacionismo
-
vivência em excesso das sensações;
-
sadismo e masoquismo;
- cantor lúcido do mundo moderno.

3ª FASE DE ÁLVARO DE CAMPOS – PESSIMISMO:

-
dissolução do “eu”;
-
a dor de pensar;
-
conflito entre a realidade e o poeta;
-
cansaço, tédio, abulia;
-
angústia existencial;
-
solidão
-
nostalgia da infância irremediavelmente perdida.

sábado, 17 de novembro de 2007

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Ricardo Reis


Ricardo Reis propõe, pois, uma filosofia moral de acordo com os princípios do epicurismo e uma filosofia estóica:

- “Carpe diem” (aproveitai o dia), ou seja, aproveitai a vida em cada dia, como caminho da felicidade;

- Buscar a felicidade com tranquilidade (ataraxia);

- Não ceder aos impulsos dos instintos (estoicismo);

- Procurar a calma, ou pelo menos, a sua ilusão;

- Seguir o ideal ético da apatia que permite a ausência da paixão e a liberdade (sobre esta apenas pesa o Fado).

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Alberto Caeiro (resumo 60-70 palavras)



Alberto Caeiro (1889 - 1915) era um heterónimo de Fernando Pessoa e mestre dos outros heterónimos. Conhecido como um "guardador de rebanhos", que dava mais importância ao acto de ver e que que excluía o acto pensar, ao contrário da perspectiva de Pessoa ortónimo.
Segundo Caeiro, não é necessário pensar para que se possa ver de forma objectiva e natural a realidade com a qual contactamos a todo o momento.

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Da Weasel



No plaino abandonado
Que a morna brisa aquece,
De balas trespassado
- Duas, de lado a lado-,
Jaz morto, e arrefece

Raia-lhe a farda o sangue
De braços estendidos,
Alvo, louro, exangue,
Fita com olhar langue
E cego os céus perdidos

Tão jovem! Que jovem era!
(agora que idade tem?)
Filho unico, a mãe lhe dera
Um nome e o mantivera:
«O menino de sua mãe».

Caiu-lhe da algibeira
A cigarreira breve
Dera-lhe a mão. Está inteira
É boa a cigarreira.
Ele é que já não serve.

De outra algibeira, alada
Ponta a roçar o solo,
A brancura embainhada
De um lenço... deu-lho a criada
Velha que o trouxe ao colo.

Lá longe, em casa, há a prece:
"Que volte cedo, e bem!"
(Malhas que o Império tece")
Jaz morto, e apodrece,
O menino de sua mãe.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio


Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio.
Sossegadamente fitemos o seu curso e aprendamos
Que a vida passa, e não estamos de mãos enlaçadas.
(Enlacemos as mãos).

Depois pensemos, crianças adultas, que a vida
Passa e não fica, nada deixa e nunca regressa,
Vai para um mar muito longe, para o pé do Fado,
Mais longe que os deuses.

Desenlacemos as mãos, porque não vale a pena cansarmo-nos.
Quer gozemos, quer não gozemos, passamos como o rio.
Mais vale saber passar silenciosamente.
E sem desassossegos grandes.


(Fernando Pessoa)